Devo confessar que as Olímpiadas e as Paralimpíadas mexeu muito com os brasileiros que assistiram e/ou estiveram presentes nas competições. Posso falar por mim que tive a oportunidade de ir em algumas competições e falei no post anterior sobre as sensações que senti. Porém, fiquei devendo aqui falar sobre os super-heróis e acabei de ler um texto que me fez refletir tanto quanto ao assisti-los. Tive a oportunidade de ir no Atletismo e no Basquete Masculino em Cadeira de Rodas e.. foi mais do que incrível poder admirá-los e poder enxergar os meus próprios defeitos, refletir meu posicionamento comigo mesma, refletir sobre o quão egoísta sou, o quão ingrata sou perante à força que acredito, o quão somos um grão e iguais. Aaah, tudo mexeu tanto comigo e eu gostaria que todos, simplesmente, TODOS os seres de carne e osso pudessem refletir sobre si mesmos uma vez na vida. Aposto que muita gente iria caminhar mais concentrado em suas mudanças e automaticamente mudaríamos tudo ao nosso redor para melhor.
Bom, acabei de ler este texto na qual eu gostaria muito de ter o escrito, porém talvez, essa não tenha sido a minha sorte mas por algum motivo ele veio parar aqui para mais uma vez pensar, repensar e enxergar em mim a maneira como eu vejo o próximo e gostaria de compartilhar com vocês, amigos. Leiam até o final e se puderem também refletir, juntos conseguiremos uma mudança na energia que nos rodeia.
É um texto incrível de Joanna de Assis..
"Assistir à Paralimpíada é um exercício poderoso. O mundo desses atletas é cheio de soluções e a gente não sabia disso porque nunca precisou saber. 
A velocista Terezinha Guilhermina corre sem enxergar a pista. Daniel Dias nasceu sem as mãos, um braço, uma perna e é nosso maior medalhista da história. Isso a gente pode chamar de raça. Para eles é tudo normal. Pergunte ao Daniel: Como você faz para nadar assim? Ele vai te responder no mesmo segundo: Uai, da mesma forma que você nada com seus dois braços. Ele não sabe ser diferente. Nem a gente. 
No futebol de 5, onde os atletas são cegos, é normal o pedido de silêncio para a torcida, já que os jogadores precisam da audição para saber aonde está a bola. Olha, tiveram vezes que nem precisava pedir porque o público ficava, literalmente, sem palavras ao ver um lance do Jeffinho. 
Como é possível dar um passe com essa precisão sem enxergar nada? 
Ele faz isso o tempo todo e não entende esse espanto da gente. Ele sorri, agradece mas não entende. Para ele é tão natural. 
Na Bocha encontramos o exemplo mais emblemático de como o esporte é possível na mais severa condição de saúde.  
Eles não gostam de serem chamados de super-heróis ou super-humanos.
Nossas mais sinceras desculpas, Daniel por te chamar de guerreiro  por algo que você faz todos os dias. Perdoe-nos por achar incrível o que para vocês é rotina. É treinamento. 
Atletas da Bocha, nossas sinceras desculpas pelo excesso de emoção. Acho que agora estamos mais bem preparados para o incrível.  Vocês são atletas, ponto. Aprendemos mais sobre esporte e sobre pessoas, sobre possibilidades. 
O Daniel Dias já se acostumou com os olhares, com os suspiros. Ele sabe que é uma maneira de aplaudir. 
Mas, ainda sim, de vez enquando cometeremos esta humilde gafe simplesmente porque os admiramos demais."
Eu não falei que era sensacional esse texto? Agora dá uma pausa aí, olha para você, para o que tem em você e ao seu redor e pensa, pensa bastante em suas mudanças internas e na maneira de enxergar e encarar a vida.
Eu disse que valia a pena e vale.
Fica com vocês as suas próprias reflexões.

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