Amar, ame, amor..

Atravessar fronteiras era um desejo meu desde menina, incluindo as fronteiras mentais, não apenas as geográficas. Conhecer, descobrir, avançar, aprender: verbos que de certa forma me definem, todos relacionados com o exercício da liberdade. Tive uma infância alegre e saudável, mas, pequena ainda, já ensaiava a resposta que daria quando me perguntassem o que queria ser quando crescesse: adulta. E que fosse logo, de uma vez. Diziam que ser criança era divertido, mas ser gente grande me parecia muito mais - e acredito nisso até hoje. Não partilho da nostalgia romântica que a maioria das pessoas cultiva por seus primeiros anos. Não por acaso, os melhores momentos daquela garota que fui estão relacionados com as férias de verão, as temporadas na praia, os passeios organizados pelo colégio. A possibilidade de viajar sempre me pareceu mais atrativa do que qualquer pracinha.Eu queria ir. Para onde, não importava. Tinha pânico de criar raiz.

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