Sinto algo que é inominável.
É como se minha mente estivesse inundada de emoções e sentimentos distintos, e esses sentimentos transformam-se em algo homogêneo e sólido.
Tão sólido e pesado, que não consigo esvaí-lo de minha cabeça. Então, ele permanece em mim, e tritura minha personalidade.
Este sentimento inominável me aborrece tanto, pois não sabendo indentificá-lo, não consigo o remediar. Então, logo o disfarço.
Meu humor afiado e depreciativo me salva, brinco com minhas frustrações e devaneios, assim, angustias transformam-se em risadas, tanto minhas quanto alheias. E isso faz-me feliz.
Entretanto, não tenho companhia  o dia todo. Prontamente, quando fico só comigo mesma, resta-me aguentar meus pensamentos e refletir sobre esse meu sentimento inomeável.
Mas ele não é de todo ruim. Nesse fosso que é o tal sentimento inomeável, também entram a paixão, amor, amizade e liberdade.
Então, o que o torna algo confuso, complexo, angustiante, inomeável e sem nexo? Em algo que me faz passar horas e horas tentando encontrar uma resposta, a uma pergunta que parece irrespondível?
Talvez o fato complicador seja eu mesma. Afinal, quem mistura esses sentimentos?
Melhor! Esse sentimento inomeável tem nome e chama-se 'EU'
Sou esse paradoxo inexorável, que tenta entender a vida, sem nem mesmo se auto-entender.
Aquela que mistura tudo, e transforma em uma coisa só.
Aquela que ama e se apaixona facilmente.
Aquela que adora uma boa conversa artístico-filosófica.
Aquela que duvida de tudo, mesmo sem saber nada sobre o assunto.
Aquele ser eclético, que não esconde mais do que gosta.
Aquele ser como qualquer outro, mas totalmente diferente.
Sou sim, esse ser estranho, essa coisa louca.
Prazer, Nathalia!

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