Someone Like You

Absolutamente confesso que ando sem inspiração para escrever aqui e ficar colocando trechos, frases ou fazer citações de belíssimos e grandiosos autores já virou clichê em blogs e não é isso o que quero fazer do meu.
Aqui em Londres pude diversificar e firmar meu gosto musical. Escutar novos ritmos, aprender novas batidas e conseguir entender o idioma sem ter que traduzir nesses tradutores simultâneos. Aprendi a admirar aqueles que só eram aqueles, passei a gostar de melodias britânicas e consegui introduzir novos intérpretes e compositores na minha Playlist.
E aí me pergunto há quanto tempo não se faz música boa? Há quanto tempo o tempo das descobertas musicais se foi,  fazendo com que nossos bons e eternos compositores fossem juntos? No Brasil, hoje em dia, só se escuta vulgaridade, amor bandido e dor de cotovelo. Pelo menos para mim música que é música, no meu país, ficou lá pra trás mesmos estando comigo em cada momento. Cade aquela poesia, aquele sentimentalismo, aquela coisa cantada com o coração? Aquela harmonia musical de Tom e João? Aquele sexo musical de Cazuza? Aquele quebra-taças de Janis? Onde tudo isso foi parar, no esquecimento? Não no meu.
 Mas mesmo assim, tenho escutado uma canção que sempre me faz chorar do início ao fim. Chorei, me emocionei e vi que no esquecimento musical vivido atualmente uma cantora trouxe de volta todo o entusiasmo, toda a paixão, a força, o sexo e o amor em suas canções. Adele, uma jovem cantora de 23 anos revolucionou o cenário musical americano e britânico em um tempo só. Conseguiu mostrar a muitos que é linda do seu jeito fantástico e sua voz é absolutamente extraordinária. Com um timbre perfeito, uma dicção vocal estrondosa, Adele já é dona de dois GRAMMY AWARDS, sendo eleita artista revelação e totalmente elogiada pelos criticos da BBC, assim vendendo mais de 200 mil copias do seu segundo album em apenas uma semana, no Reino Unido.
 Adele é a primeira artista a alcançar, ainda viva, a ter uma canção e um álbum como número 1 ao mesmo tempo na Inglaterra desde Os Beatles em 1964.
Não tem como escutá-la e não se emocionar vendo sua interpretação no palco, sua vontade de estar alí, sua paixão com sua música e pelo que está fazendo e cantando. É envolvente, arrepiante e viciante.
Eis que apresento aos que não conhecem, Adele.

Não basta escutar, tem que sentir!


Comentários

  1. Flor falou tudo, nao basta escutar tem que sentir.! bjos. Da uma olhada no meu blog tbem ta, post a comment...x

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