One year lonely in London


Quem diria? Até eu tive lá minhas dúvidas. Não sabia por certo onde andava ou queria estar, sei que queria ir. Fui. Me joguei, meti a cara à tapa. Deixei falarem, rirem, mas tambem deixei morderem a língua. Observei de longe e ri daqueles que me fizeram um dia acreditar na minha possível incapacidade e inexistência da felicidade. Me disseram que isso seria uma batalha, outros que seria apenas uma jogada de mestre, até que não ia dar certo cheguei a escutar, vê se pode. Deixa pra lá tais baboseiras.
Ontem, 26 de março de 2011, escutei uma voz, doce e suave vinda de um lugar que ainda estou explorando dentro de mim chamado coração. Ele me falou primeiro bem baixinho, meio sem voz, sussurrando aos pés dos meus ouvidos, não consegui escutar direito. Na segunda vez ele falou em um tom mais alto, mais forte, sem tremulações, não deu certo, ainda  precisei de algo mais alto, gritante, ensurdecedor, foi aí que ele berrou bem alto que todos, inclusive eu, pudessem ouvir. Lembrava um alto falante saindo em todas as caixas de som postas nos postes da cidade. Ele, o coração, gritava: "Acorda, TU VENCESTES, CONSEGUISTES! Cai na real. TU, somente TU, pudestes dar isto a ti mesma. Oh minha amada, parabéns. Quanto orgulho tenho de fazer parte de você."
Foi nesta hora que me vi em prantos sozinha, em uma janela do lado da minha cama me debrucei, olhei, ri, senti, chorei e principalmente agradeci a Deus por cuidar de mim e me fazer enxergar que esse é só o começo da estrada da minha vida!

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