Não sei mais conviver com as pessoas. TENHO MEDO DE UMA CASA CHEIA DE PAIS, MAES E IRMAOS E SOBRINHOS E CUNHADOS E CUNHADAS. TENHO VIVIDO TAO SO DURANTE TANTOS. DEVO ESTAR ACOSTUMADO.
Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.
ESTOU ME TRANSFORMANDO AOS POUCOS NUM SER HUMANO MEIO VICIADO EM SOLIDAO E QUE SO SABE ESCREVER. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como "eu gosto de você". Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.
Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É MUITO DIFICIL FICAR ADULTO.
Amo vocês, seu filho (a),
Caio, Nathy, Maria, José... ou tantos outros quaisquer.
Dormir 24 horas foi a maneira mais delicada que encontrei de não perturbar o equilíbrio de vocês – que é muito delicado. E também de não perturbar o meu próprio equilíbrio – que é tão ou mais delicado.
ESTOU ME TRANSFORMANDO AOS POUCOS NUM SER HUMANO MEIO VICIADO EM SOLIDAO E QUE SO SABE ESCREVER. Não sei mais falar, abraçar, dar beijos, dizer coisas aparentemente simples como "eu gosto de você". Gosto de mim. Acho que é o destino dos escritores. E tenho pensado que, mais do que qualquer outra coisa, sou um escritor. Uma pessoa que escreve sobre a vida – como quem olha de uma janela – mas não consegue vivê-la.
Amo vocês como quem escreve para uma ficção: sem conseguir dizer nem mostrar isso. O que sobra é o áspero do gesto, a secura da palavra. Por trás disso, há muito amor. Amor louco – todas as pessoas são loucas, inclusive nós; amor encabulado – nós, da fronteira com a Argentina, somos especialmente encabulados. Mas amor de verdade. Perdoem o silêncio, o sono, a rispidez, a solidão. Está ficando tarde, e eu tenho medo de ter desaprendido o jeito. É MUITO DIFICIL FICAR ADULTO.
Amo vocês, seu filho (a),
Caio, Nathy, Maria, José... ou tantos outros quaisquer.

E eu te amo! Assim mesmo! Desse teu jeitinho !
ResponderExcluirBjos
Pig!
Te Amo, gorda! Valeu por tudo!
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