Antes de vir parar aqui, a vontade borbulhava em mim por uma coisa que via apenas em fotos e pesquisas. O desejo era sair da cidade natal, esquecer certas coisas, dificuldades, momentos que não foram agradáveis, ampliar os horizontes e acima de tudo aprender o que o vida tem a oferecer a cada um de nós. Nunca imaginei que seria fácil, mas também não sabia e ainda nem sei onde tudo isso vai dar ou parar.
A melhor coisa que pude aprender ou estar aprendendo é sentir, notar o quanto é bom estar só, escutar uma boa música, ler sobre coisas tão identificáveis em plena Sexta-feira, Sábados à noite. Saber que Tu, só tu, tu mesma, no caso, EU, é a melhor companhia para qualquer lugar que eu vá. É gostoso quando as coisas tomam um rumo diferente, quando a visão vai para aquele outro lado da vida que até então era desconhecido por razões de mimos e carinhos familiares. A famosa "Asa da Mamãe"
Quando a responsabilidade se impõe, realmente, não há para onde correr. E quer saber de uma coisa? É muito bom ter todo esse peso nas costas. É gostoso pelo simples fato de viver, de conhecer, de dar valor.
Estou me mudando mais uma vez de casa, me mudei semana passada e estou num quarto temporário até o que eu aluguei desocupar, no caso amanhã. Ter que arrumar as tralhas novamente, alugar uma van e não ter ninguém para ajudar, somente Deus, e que para mim já é o suficiente, subir e descer escadas, correr atrás e não reclamar, quer dizer, só um poquinho (bobagem), mas mesmo assim achar tudo isso válido, todas essas dificuldades ao longo do percurso indo para um "novo" desconhecido com esperança de que tudo parta de um princípio em meio caminho andado, vale a pena.No Domingo passado, ao me mudar com poucas e boas bagagens, falei com a minha mãe e disse: Eu Odeiiiio ser adulta, é muito chato isso tudo. Ela com suas sábias e poucas palavras me disse: "É minha filha, quantas mudanças já fizemos e ao chegar em casa estava tudo pronto para lhe receber, seu quarto sempre arrumadinho e eu nunca reclamei?!?!?!" Pronto. Bastou isso! Respirei fundo e pensei: Minha mãe é o cara. Vou ser que nem ela. Admiração e exemplo. Caetano falou e disse:
"Não tem desespero não, você me ensinou milhões de coisas. Tenho um sonho em minhas mãos, amanhã será um novo dia, certamente eu vou ser mais feliz..."
Dai em diante, podem vir outras mil mudanças, que agora, com essa visão, vão ser todas mais prazerosas, mais gostosas de serem feitas, com mais amor.
Porra, sempre quis isso, não quis? Agora vamos lá, vamos enxergar, vamos sentir. Medo amedronta medo, e se esse for o meu problema ele já dormiu.
As palavras que me entrelaçam nesse momento são: superação, vontade, vencer!
Podíamos ser sempre assim! E se tudo isso tiver que um dia sair de mim, desejo que não seja tão cedo.

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